O grupo reúne sindicalizados, atores e diretores, com mais de 75 vencedores e indicados ao Oscar. Eles tentam manter a pressão para barrar o negócio, que ainda depende de aval de reguladores nos EUA e na Europa e pode enfrentar ações judiciais.
O texto da carta afirma que a fusão pode concentrar ainda mais o mercado e reduzir a concorrência. “O resultado [da fusão] será menos oportunidades para criadores, menos empregos em toda a cadeia de produção, custos mais altos e menos opções para o público nos Estados Unidos e no mundo”, diz a carta.
O grupo também marcou atos públicos nos Estados Unidos no dia da votação. A coalizão organizou um protesto em frente à sede da WBD em Manhattan antes da assembleia e planejou outra manifestação em Washington, D.C., na noite de quinta-feira.
O protesto em Washington teria sido convocado para ocorrer do lado de fora de um jantar privado oferecido por David Ellison, CEO da Paramount. O evento homenagearia o presidente Donald Trump e correspondentes da Casa Branca da CBS News.
A carta é organizada por entidades como o Writers Guild of America (WGA) e grupos de defesa. Também participam a Film Future Coalition, o Democracy Defenders Fund, o comitê de Jane Fonda pela Primeira Emenda e o American Economic Liberties Project.
Parlamentares democratas também entraram na mobilização contra o acordo. A senadora Elizabeth Warren afirmou que a operação ainda pode ser barrada por procuradores-gerais estaduais.
