Os filmes e os memes do lendário Chuck Norris, morto aos 86 anos

Redacao
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O artista marcial, astro de cinema e empresário Chuck Norris Imagem: Reprodução

Chuck Norris encara Bruce Lee em ‘o Voo do dragão’ Imagem: SATO Company

Na década seguinte, Norris emendou uma série de fitas de qualidade duvidosa, mas que faziam a alegria da molecada sedenta por uma válvula de escape despretensiosa. A fórmula era manjada: Norris invariavelmente era o herói solitário que encara um pequeno exército de malfeitores para imprimir sua própria visão de justiça. Filmes como “Força Destruidora”, “Octagon: Escola Para Assassinos”, “O Ajuste de Contas” e “Fúria Silenciosa” faziam os críticos torcer o nariz, mas seu fator diversão trash é inegável.

“McQuade, o Lobo Solitário”, produção de 1983 em que ele divide a cena com David Carradine, tornou-se um sucesso moderado, abrindo as possibilidades para Noris ampliar seu público. Foi o que aconteceu no ano seguinte quando ele rodou “Braddock: O Super Comando”, para a infame produtora Cannon. A fantasia jingoista sobre o veterano que retorna ao Vietnã para resgatar prisioneiros de guerra precede “Rambo II – A Missão” em alguns meses e, apesar de criativamente desastrosa, deu a Norris uma série (e uma casa) para chamar de sua.

Norris à frente da série 'Walker: Texas Ranger'
Norris à frente da série ‘Walker: Texas Ranger’ Imagem: CBS

Na Cannon, Norris teve liberdade para exercitar sua versão do “herói americano”: o exército de um homem só que invariavelmente salva o dia. No estúdio tocado pelos primos Yoram Globus e Menahem Golan, o astro emplacou, ao longo de uma década, mais dois “Braddock”, dois “Comando Delta”, o sofrível “Invasão U.S.A.”, “Os Aventureiros do Fogo”, “O Herói e o Terror”, “Hitman” e o derradeiro “Perigo Mortal”, já com o estúdio fechando as portas. Neste período, seu grande filme foi lançado pela concorrente Orion Pictures em 1985: “Código do Silêncio”, assinado pelo mesmo Andrew Davis de “A Força em Alerta” e “O Fugitivo”.

Embora nunca tenha atingido a popularidade de mega astros como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, Norris construiu um nicho sólido em que seus fãs ardorosos buscavam seus trabalhos não somente como diversão escapista, mas também como exemplo de hombridade e retidão. Era a filosofia que Norris também imprimia em sua vida pessoal, registrada ao longo de uma dezena de livros que ele escreveu. Com boa visão para os negócios, o ator percebeu seu declínio nas bilheterias com a queda da Cannon e migrou para a TV. Foi um renascimento.

Uol

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