o Brasil que chega a Berlim não é o de sempre

Redacao
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Festival de Berlim em 2019 Imagem: John MACDOUGALL/AFP

A 76ª edição do Festival de Berlim acaba de anunciar seis produções brasileiras em sua programação. Há não muito tempo, ter um único filme selecionado já era motivo de festa.

Mas o que me interessa não é só o número. É quem são essas pessoas e de onde elas vêm.

“Se eu fosse vivo… vivia”, de André Novais Oliveira, vai estrear na mostra Panorama. André é fundador da Filmes de Plástico, produtora que faz cinema “no quintal de casa”. A mãe dele lembra que o filho fez faxina para pagar o curso de cinema. Hoje, ele chega a Berlim depois de seu sócio, Gabito Martins, ter tido **”Marte Um”** selecionado como o filme oficial do Brasil no Oscar, alguns anos atrás.

“Quatro Meninas”, de Karen Suzane, conta a história de quatro jovens negras no Brasil de 1885. “Feito Pipa”, rodado no Ceará com Lázaro Ramos. “Papaya”, a primeira animação brasileira na Berlinale. “A Fabulosa Máquina do Tempo”, filmado no sertão do Piauí. “Isabel”, de Gabe Klinger, com Marina Person.

Percebe o padrão?

Não é só São Paulo. Não é só Rio. É Minas, Ceará, Piauí. É quintal, sertão, periferia. São mulheres negras dirigindo, histórias de meninas do interior sonhando, uma semente da Amazônia aprendendo o poder de suas raízes.

Uol

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