Para Halder, expor essa identidade profunda é o que garante o alcance da obra. “Essa representatividade do Nordeste faz com que a gente veja, através dos olhos alheios, o quão ricos são as nossas histórias e o quão universais, acima de tudo, elas são”.
Ele destacou que cineastas da região passam muito tempo precisando provar e justificar que suas histórias podem ser compreendidas em qualquer parte do mundo, e que produções como as de Kleber Mendonça Filho ajudam a fincar essa bandeira mundialmente.
Halder fez uma analogia inusitada para definir o que significa ser “universal”. Ele relembrou um marco científico ocorrido no interior do Ceará para provar o seu ponto: “A única coisa que é rigorosamente universal, que vale em todo lugar do universo, nos confins do universo, é a lei da física de Einstein, que foi provada em Sobral, no Ceará”.
Brincando com a situação, o cineasta imaginou que civilizações avançadas nos confins do espaço poderiam até mesmo chamar a Terra de “planeta Sobral”.
