Bridgerton aposta em conto de fadas para sustentar sua nova temporada

Redacao
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A quarta temporada de Bridgerton chegou à Netflix com a primeira parte já disponível e deixou pistas claras sobre o caminho que a história pretende seguir. Apostando em uma estrutura narrativa bastante conhecida do público, a série usa um conto de fadas clássico como base para conduzir o romance central e preparar o terreno para os episódios finais.

Desta vez, o foco da trama recai sobre Benedict Bridgerton (Luke Thompson), segundo filho da família, que assume o protagonismo após temporadas dedicadas a seus irmãos. Logo nos primeiros episódios, um baile de máscaras coloca o personagem diante de uma mulher misteriosa, conhecida apenas como a “Dama de Prata”, que desaparece antes que ele descubra sua identidade.

A busca por essa mulher leva Benedict a Sophie Baek (Yerin Ha), uma jovem que vive à margem da alta sociedade e trabalha como criada. Sem saber que se trata da mesma pessoa que conheceu no baile, ele se apaixona rapidamente, criando um conflito marcado por diferenças sociais, segredos e expectativas impostas pela aristocracia londrina.

A estrutura da temporada deixa pouco espaço para dúvidas ao estabelecer paralelos evidentes com a história da Cinderela. Sophie vive sob o domínio de uma madrasta cruel, Araminta (Katie Leung), e de duas irmãs adotivas hostis, Rosamund (Michelle Mao) e Posy (Isabella Wei). Sua posição como serviçal e sua origem familiar funcionam como obstáculos diretos ao romance com Benedict, repetindo elementos clássicos do conto de fadas.

Luke Thompson é Benedict Bridgerton e Yerin Ha é Sophie Baek na quarta temporada de Bridgerton, que estreia na Netflix

Luke Thompson como Benedict Bridgerton e Yerin Ha como Sophie Baek

(Foto: Liam Daniel/Netflix)

Bridgerton teve nova inspiração na Netflix

[Atenção: Contém spoilers do Volume 1 da quarta temporada de Bridgerton a seguir]

Mesmo sem recorrer a magia ou objetos encantados, a série atualiza essa narrativa ao substituir símbolos tradicionais por detalhes próprios do universo de Bridgerton. O baile de máscaras e a obsessão de Benedict por reencontrar a mulher desconhecida cumprem o mesmo papel dramático, reforçando a sensação de que o desfecho já está desenhado desde o início.

O final da primeira parte, no entanto, coloca o casal em um ponto de ruptura. Pressionado pelas convenções sociais, Benedict propõe a Sophie um relacionamento que a manteria em posição subalterna, algo que ela se recusa a aceitar. A decisão cria tensão para os próximos episódios e intensifica a presença ameaçadora de sua madrasta, agora ainda mais próxima.

Apesar do conflito, a própria tradição da série e a fidelidade ao material original indicam que a história caminha para um desfecho positivo. Ao abraçar conscientemente um conto de fadas amplamente reconhecido, Bridgerton sinaliza que a segunda parte da temporada deve apostar menos na surpresa e mais na satisfação de acompanhar um romance que supera barreiras sociais, mantendo a fórmula que consolidou o sucesso da produção no streaming.

O Volume 2, com mais quatro episódios, será disponibilizado apenas em 26 de fevereiro na Netflix. Assista abaixo ao trailer da quarta temporada:

Uol

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