Após anos de polêmica, James Cameron entrega “estratégia” para sobreviver ao naufrágio do Titanic

Redacao
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Para o diretor, existiu um momento ideal que poderia ter salvado Jack. (Foto: Reprodução /
20th Century Studios)

James Cameron comentou, em entrevista ao The Hollywood Reporter, como acredita que teria agido para sobreviver ao naufrágio do Titanic em 1912. O diretor explicou, em tom hipotético, qual seria sua estratégia como passageiro durante a evacuação do navio.

Mais de 25 anos após transformar o naufrágio do Titanic em um dos filmes mais debatidos da história do cinema, James Cameron voltou ao assunto — agora se colocando dentro da tragédia. Em entrevista recente ao The Hollywood Reporter, o diretor revelou como acredita que teria sobrevivido ao desastre caso estivesse a bordo do navio em 15 de abril de 1912.

Questionado sobre o que faria se fosse um passageiro viajando sozinho na segunda classe, Cameron não hesitou em detalhar um plano bem direto. Segundo ele, a chave não estaria em rotas secretas ou no conhecimento técnico da embarcação, mas no timing e na reação das pessoas ao redor.

“Se você soubesse com certeza que o navio iria afundar e não tivesse conseguido um lugar em um bote, o melhor momento seria logo após ele ser lançado ao mar”, explicou. Para Cameron, a estratégia seria pular na água imediatamente depois que o bote tocasse o mar e nadar até ele antes que se afastasse demais.

O diretor reconheceu que a ideia exige coragem, especialmente diante da água próxima de 0°C. Ainda assim, acredita que o contexto social faria a diferença. “A maioria das pessoas não teve coragem de pular porque não acreditava que o Titanic realmente iria afundar. Mas com todo mundo olhando, você acha que deixariam alguém se afogar ali, ao lado do bote? Não. Iriam puxar a pessoa para dentro”, completou.

Para o diretor, existiu um momento ideal que poderia ter salvado Jack. (Foto: Reprodução /
20th Century Studios)
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Cameron chegou a citar até um alvo específico: o bote salva-vidas nº 4, que, segundo ele, teria sido uma boa opção naquele momento inicial da evacuação: “Os oficiais basicamente pensariam: ‘Bem, agora não há mais o que fazer’”.

A declaração reacende, inevitavelmente, o debate mais famoso do filme: Jack precisava mesmo morrer? Cameron admite que o personagem tomou decisões com base nas informações que tinha naquele momento, sem saber, por exemplo, que o resgate levaria horas para chegar. Ainda assim, o cineasta reconhece que o filme convida o público a fazer exatamente esse exercício: imaginar o que faria diante de cada escolha.



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