Corpo de Juliana Marins é retirado de vulcão na Indonésia

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Após quatro dias de intensa operação, equipes de resgate da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) concretizaram, na madrugada desta quarta-feira (25), a retirada do corpo de Juliana Marins, de 26 anos. A publicitária e mochileira brasileira caiu de uma trilha no Monte Rinjani no último sábado (21), permanecendo em local de difícil acesso até ser localizada na terça-feira (24).

O resgate

A operação de resgate durou cerca de sete horas e envolveu três equipes, que atuaram 600 metros abaixo da trilha principal – local exato da queda de Juliana. As condições climáticas adversas, com névoa intensa e terreno instável, impediram o uso de helicópteros, tornando a retirada exclusivamente terrestre.

Equipada com cordas, técnicas de rapel e suporte logístico, a equipe içou o corpo até o alto do penhasco. A operação foi concluída por volta das 15h50 (horário local), com o corpo encaminhado à base em Sembalun, e posteriormente para hospital local onde será realizada perícia e providenciado o translado à família.

Linha do tempo

20/21 de junho: Juliana cai cerca de 300 m abaixo da trilha, por volta das 6h30.

21/22 de junho: Drones avistam Juliana consciente a 500–600 m de profundidade; clima impede avanço das equipes.

23 de junho: Operação avançou até 250 m da vítima, mas recuou devido à névoa e instabilidade do solo .

24 de junho: Corpo localiza­do com uso de drone térmico; morte confirmada no local.

Repercussão e desdobramentos

O acidente reacendeu críticas sobre a segurança em trilhas de alta montanha. A família de Juliana contestou informações sobre ela ter recebido comida e água. A irmã Mariana Marins afirmou que não houve qualquer suporte até a confirmação do óbito.

A tragédia também envolveu diplomacia: o Itamaraty destacou o envio de dois representantes ao local e cobrou esclarecimentos oficiais. A Embaixada do Brasil em Jacarta, por sua vez, questionou versões das autoridades locais sobre suposto auxílio inicial.

Foto: Reprodução

Segurança em debate

O Monte Rinjani, com 3 726 m de altitude, é popular entre trilheiros mas vive cenário crítico: só nos últimos cinco anos foram mais de 180 acidentes, com pelo menos 8 mortes registradas.

A trilha foi fechada após o incidente, e autoridades locais agora discutem aprimoramentos nos protocolos de resgate, capacitação e equipamento de guias.

O resgate do corpo de Juliana encerra quatro dias de angústia e expõe os graves riscos de trekking em ambientes extremos. Em meio à dor da família, permanece o apelo por mudanças efetivas na segurança de aventureiros que buscam trilhas como Rinjani.

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